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Programa de grande importância para controlar o déficit habitacional, o Minha Casa Minha Vida enfrenta sérias ameaças de limitação de recursos. Problemas como a crise econômica, aumento no desemprego e os saques nas contas inativas do FGTS desidrataram o saldo do Fundo. A Caixa Econômica Federal, que o administra, tem liberado esses recursos vagarosamente, o que diminui também a quantidade de famílias conquistando suas casas próprias.

Para enfrentamento do problema, novas opções que não passem pela necessidade de se ter uma casa própria devem ser pensadas, aponta Lilian Veltman, diretora executiva do Alpop – Aluguel Popular. “O Brasil tem uma cultura de propriedade como solução habitacional, e assim seguem as políticas públicas que visam solucionar o problema. É importante darmos opções para que a população possa morar bem sem necessariamente possuir um imóvel, e o aluguel popular mostra que mesmo pessoas de baixa renda podem usufruir de boas moradias, em boas localizações, sem enfrentar a burocracia que costuma haver para se alugar uma casa ou apartamento”. 

Hoje o déficit habitacional brasileiro está em seu maior patamar desde 2007, com 7,7 milhões de famílias vivendo em condições precárias de moradia. É o que indica levantamento da Fundação Getúlio Vargas (FGV) em parceria com a Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc). “Com esses números alarmantes precisamos agir no sentido de desburocratizar o acesso das famílias de baixa renda à locação de imóveis. Existem meios de fechar contrato com essas famílias sem a necessidade de fiador, seguro-fiança e depósitos, nem da apresentação de nome fora de listas como SPC e Serasa. Podemos mudar o jeito de se enxergar a população pobre, e mostrar que não é porque a pessoa não tem comprovação de renda, fiador ou o chamado ‘nome limpo’ que ela não pode ter a confiança da sociedade", completa Lilian.

Fonte: Assessoria de Imprensa / Alpop - Aluguel Popular

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