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Entre julho e setembro de 2018, a venda de unidades residenciais cresceu 23,1% no Brasil, em comparação ao terceiro trimestre do ano anterior. Os lançamentos, por sua vez, superaram as vendas – que tiveram uma alta de 30,1% em relação ao mesmo período de 2017. O programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) teve relevância nos dois quesitos, representando 51% dos lançamentos, 51,3% das vendas. Esses dados são alguns dos destaques da rodada do terceiro trimestre deste ano do estudo ‘Indicadores Imobiliários Nacionais’, iniciativa da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), em correalização com o Senai Nacional. A pesquisa, divulgada na segunda-feira (26), em São Paulo (SP), permite ao mercado pensar num possível crescimento e estabilização de um novo patamar de lançamentos e vendas imobiliárias.

O presidente da CBIC, José Carlos Martins, participou da coletiva à imprensa e afirmou que os resultados sugerem que 2019 será um bom ano para o setor. Ele também destacou o papel do MCMV para o cenário brasileiro. “O programa entrou em operação real no final de 2009. Até então ele não existia como mercado e hoje é protagonista no mercado imobiliário nacional”, apontou. “É importante atentar para a relevância que o Minha Casa, Minha Vida tem hoje e que é fundamental o governo atuar como regulador, criando programas e deixando que o mercado atue livremente, que é isso que tem acontecido nesse programa, do maior êxito, indiscutivelmente”, reforçou.

Todavia, Martins lembrou que houve um recuo da construção civil por falta de recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), que estaria financiando mais ações do que a finalidade da casa própria. Ele também ressaltou que os agentes financeiros estão trabalhando a um nível de 30% dos financiamentos à produção por meio do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), em comparação a anos passados. Sendo assim, o engenheiro ressaltou a necessidade de melhorias do crédito para pessoas jurídicas com recursos da poupança. “A falta de crédito para boa parte do mercado é um grande limitador para a oferta. A crise deixou as empresas muito fragilizadas. A reação do mercado depende da revisão de regras para crédito, para as empresas terem acesso”, explicou o presidente da Câmara.

A apresentação do estudo foi feita pelo presidente da Comissão da Indústria Imobiliária (CII) da CBIC, Celso Petrucci. Ele comentou que os números reforçam a expectativa positiva da entidade com o ano de 2019. “A gente está esperando que o crescimento do país seja significativamente maior do que o crescimento de 2018. Não temos muitas dúvidas de que o mercado imobiliário tem demanda para os próximos anos. Dá para trabalharmos os próximos cinco, dez anos com um crescimento flat de 10%, 15% ao ano”, afirmou Petrucci.

Os Indicadores Imobiliários Nacionais deste terceiro trimestre de 2018 englobam coleta de dados de 21 locais. No período histórico da pesquisa pôde-se perceber que os trimestres pares (segundo e quarto) são melhores que os trimestres ímpares, tanto em lançamentos quanto em vendas. Entretanto, não há explicação técnica para o fato. “Pelo que a gente vem sentindo, pelos índices precedentes, o último trimestre deste ano também vai ser muito forte em termos de lançamento. E sempre que é assim consequentemente será muito forte em termos de vendas”, avaliou Celso Petrucci.

Fonte: Câmara Brasileira da Indústria da Construção
Sebrae Inteligencia Setorial


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