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O mercado imobiliário em 2013

A crise econômica nos EUA e Europa refletiu no mercado nacional e desacelerou o mercado imobiliário de São Paulo em 2011. Já em 2012, embora marcado pelo constante crescimento do setor, houve mais cautela. Os consumidores se mostraram menos dispostos a pagar os preços abusivos do m² e as empresas estão tendo que pensar em estratégias para atrair compradores, entre elas, a estabilização dos valores dos imóveis.

O que esperar de 2013? Para começar a entender conversamos com o presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo (CRECI-SP), José Augusto Viana Neto.
Confira:

Obra24Horas: Quais as expectativas para o mercado imobiliário em 2013?

José Augusto Neto: Vai haver uma certa estabilização de preços, até porque, especialmente nas grandes cidades, os patamares já estão bem altos, o que vem provocando uma redução no volume de vendas. Mas por conta do déficit habitacional do País, que é bastante grande, ainda há muito espaço para o crescimento desse setor.

Obra24Horas: Ele continuará aquecido?

José Augusto Neto: Acredito que sim, mas com mais cautelas.

Obra24Horas: Muito se fala sobre uma possível bolha imobiliária. Como o senhor enxerga isso?

José Augusto Neto: Não acredito nesta hipótese, principalmente pela forma como os bancos emprestam dinheiro. As garantias são outras e há uma segurança muito maior.

Obra24Horas: Para os investidores, qual o caminho mais seguro a seguir?

José Augusto Neto: Imóvel sempre foi e sempre será uma aplicação segura e uma excelente alternativa para quem deseja rendimento em longo prazo.

Obra24Horas: As pessoas ainda estarão dispostas a pagar os altos preços que vem sendo ofertados?

José Augusto Neto: Não, o consumidor está mais consciente de que é preciso esperar o momento certo para adquirir seu imóvel. Quando os preços estão muito altos, o próprio mercado tende a uma estabilização pela diminuição da procura.

Obra24Horas: É possível que os preços dos imóveis continuem crescendo? Qual o limite dessa constante subida de preços?

José Augusto Neto: Acho que a tendência é de estabilidade. Não adianta uma subida constante de preços se o salário das famílias não acompanha essa alta. O limite é aquilo que o brasileiro de classe média consegue pagar sem se endividar.

Obra24Horas: Como o senhor descreveria 2012 para o mercado imobiliário?

José Augusto Neto: Foi um ano bom, com conquistas para as famílias, como o programa Casa Paulista, do governo de SP, por exemplo. Mesmo assim, em termos de programas federais, o Minha Casa Minha Vida não apresentou bons resultados especialmente nas grandes cidades. No quesito da habitação social ainda há muito que ser feito.

 

Entrevista para a jornalista Érica Nacarato, redatora do Portal Obra24horas.

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