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Cidades do interior ganham força no mercado imobiliário

 

Rodrigo Coelho de Souza
Com o crescimento desenfreado dos grandes centros urbanos e a consequente falta de espaço, as cidades do interior têm ganhado mais representatividade no mercado. O crescimento acelerado em sua demanda habitacional é evidente e, hoje, o Interior dos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraná representam 65,2% do PIB nacional, de acordo com a última pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É a interiorização do setor imobiliário ganhando cada vez mais espaço no País. 

De acordo com o Diretor de Compra e Venda da regional do Secovi em Campinas, Rodrigo Coelho de Souza, os investidores têm encontrado no interior um potencial de crescimento notável. “Hoje em dia quando um comprador procura um imóvel ele busca aliar qualidade de vida com oportunidades de desenvolvimento econômico e social, e é isso que tem atraído as pessoas para o interior, e os investidores já sentiram isso”, afirma.

Confira a entrevista com Rodrigo Coelho de Souza.

Obra24Horas: O que as pessoas buscam nas cidades do interior que as capitais não oferecem mais?

Rodrigo Coelho de Souza: Principalmente qualidade de vida. A otimização do tempo, encurtando os deslocamentos, a segurança e a possibilidade de maior convivência familiar são preponderantes na decisão de se mudar para o interior.  

Obra24Horas: Essas cidades se prepararam para esse crescimento habitacional, em termos de infraestrutura?

Rodrigo Coelho de Souza: As metrópoles como Campinas e cidades adjacentes já oferecem uma estrutura muito semelhante à Capital. Cidades menores e menos populosas ainda estão em fase de estruturação, por outro lado propiciam um ritmo de vida mais cadenciado.

Obra24Horas: O que ainda precisa ser melhorado, na sua concepção?

Rodrigo Coelho de Souza: Depende muito de cidade para cidade. Como disse, uma metrópole como Campinas tem quase tudo o que a cidade de São Paulo oferece. Quanto mais nos distanciamos da Capital os desafios são maiores, pois não são todas as cidades que apresentam grande variedade de instituições de ensino, comércio qualificado, assistência hospitalar avançada, entre outras estruturas que são comuns nos grandes centros.

Obra24Horas: Os preços do interior de São Paulo ainda são menores comparados com os da capital?

Rodrigo Coelho de Souza: Sem dúvida. O custo de vida no interior é significativamente mais barato se comparado à Capital. Relativamente ao mercado imobiliário, podemos afirmar que há uma gritante diferença no valor do metro quadrado, principalmente se compararmos as regiões mais valorizadas de cada um dos municípios.

Obra24Horas: Falando-se de investimentos, o mercado imobiliário das cidades do interior paulista já é foco dos investidores, assim como São Paulo?

Rodrigo Coelho de Souza: O interior do Estado de São Paulo vem atraindo cada vez mais as grandes incorporadoras, as quais encontraram uma grande demanda reprimida na maioria das cidades. O potencial de valorização de algumas cidades é incrível e os investidores já descobriram que vale à pena voltar os olhos para o interior, mesmo porque a Capital já está saturada e falta espaço para novos empreendimentos.

Obra24Horas: Como o mercado imobiliário das cidades interioranas está lidando com essa atual época de estagnação?

Rodrigo Coelho de Souza: A situação da macroeconomia afeta o mercado como um todo, não fazendo distinção entre grandes e pequenas cidades. A grande mola propulsora do mercado imobiliário sempre foi abundância de crédito. Quando se impõe restrições ao crédito e ao mesmo tempo sobrevém um arrocho econômico é natural que o mercado se retraia. É importante salientar que o mercado imobiliário já venceu inúmeras crises e não será diferente com a que estamos vivenciando. Aliás, no longo prazo dificilmente encontramos um investimento mais rentável e seguro do que os imóveis. Estamos em uma época em que os investidores têm a grande oportunidade de maximizar seus lucros, pois quem tem liquidez encontra excelentes oportunidades.

Obra24Horas: O que podemos esperar para o mercado imobiliário em 2016?

Rodrigo Coelho de Souza: A tendência para 2016 é de uma melhora em relação a 2015. Não será uma recuperação plena, mas que certamente nos encaminhará para um ano auspicioso em 2017.

Obra24Horas: Como você acredita que será o futuro desse mercado nos interiores dos estados brasileiros?

Rodrigo Coelho de Souza: Não tenho dúvidas de que o mercado voltará a ter forte crescimento e valorização nos próximos anos. Historicamente o movimento do mercado sempre foi pendular. O difícil é saber quanto tempo o pêndulo permanecerá no alto, no meio ou em baixo. Mas uma certeza temos: a demanda por imóveis no Brasil está muito longe de ser atendida no curto prazo e ainda há muito espaço para valorização.

 

Entrevista concedida para a jornalista Érica Nacarato, do Portal Obra24horas.

 
 
 

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