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CasaE  da BASF é modelo de construção sustentável

 

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Angico, ingá, palmito-jussara, capororoca-vermelha, jequitibá-branco, cedro rosa, canela e manacá da serra são só algumas das espécies nativas da cidade de São Paulo, que podem ser encontradas no jardim da CasaE - Casa de Eficiência Energética. A residência, construída pela BASF para apresentar as mais modernas soluções para uma construção sustentável, recebeu 35 tipos de árvores nativas locais que, entre outros benefícios, ajudam a economizar água de irrigação, atrair a fauna e a melhorar o meio ambiente no seu entorno.

No entanto, não é apenas o paisagismo do empreendimento que chama a atenção. A CasaE integra uma construção eficiente, com foco na economia de energia, a um paisagismo sustentável, dando oportunidade para as pessoas que a visitam conhecerem as principais espécies nativas e ainda um projeto inovador.

Confira a entrevista com o  vice-presidente da BASF para a América do Sul, Michel Mertens.

Obra24Horas: O que é a CasaE e como surgiu a ideia do projeto?

Michel Mertens: A CasaE  - Casa de Eficiência Energética – é um projeto inédito da BASF que tem o objetivo de apresentar ao mercado as soluções pioneiras desenvolvidas para tornar as construções mais rápidas, limpas e eficientes. O mercado da construção é estratégico para o crescimento da empresa nos próximos 10 anos. Esse é um dos motivos que levaram a BASF a investir no desenvolvimento do projeto. Além disso, o método construtivo atual consome mais de 40% da energia global e contribui em 30% com a emissão global de gases de efeito estufa. É responsável por 10% da emissão de poeira global, modifica as terras produtivas e contribui para a perda da biodiversidade e do ecossistema. Hoje o concreto é o segundo material mais utilizado numa obra tradicional, depois da água. Devido a migração que ocorre do campo para a cidade, em 2025, estima-se que 2/3 da população resida nos grandes centros, gerando maior demanda de energia, transporte, alimentação e infraestrutura. O objetivo de BASF é, por meio da química, melhorar a vida das pessoas e ajudar a solucionar a questão das moradias, colaborando para a economia dos recursos naturais.

Obra24Horas: Porque a BASF sentiu a necessidade de criar esse projeto no Brasil?

Michel Mertens: A BASF quer mostrar que o conceito construtivo (método, técnica e produtos) utilizado na CasaE pode ser utilizado em uma moradia comum, sendo totalmente factível ao mercado. Queremos, aos poucos, transformar a cultura da indústria da construção e de seus consumidores. Acreditamos que a sustentabilidade é um dos principais impulsionadores do crescimento e geração de valor. No futuro, estará ainda mais fortemente integrada às decisões de negócios.

Obra24Horas: Ela é a 10ª unidade da empresa no mundo. Onde surgiu a primeira?
Michel Mertens: A primeira unidade foi construída na Alemanha por ser a sede da empresa no mundo. As demais unidades estão localizadas na França, Itália, México, Coreia do Sul, Reino Unido, Estados Unidos e Argentina.

Obra24Horas: Cada unidade tem as características do local de residência?

Michel Mertens: Sim, em alguns aspectos. A unidade brasileira é a primeira que a BASF construiu num país de clima tropical. A residência ainda recebeu um paisagismo com 35 espécies nativas da cidade de São Paulo, com o objetivo de recuperar a vegetação local.

Obra24Horas: Quais são os princípios da CasaE no Brasil?

Michel Mertens: O foco da CasaE é a economia de energia que chega a 70% graças às soluções inéditas empregadas na obra. No entanto, ela ainda reúne tecnologias que possibilitaram uma obra mais limpa e rápida. O diferencial da casa começa pelo sistema construtivo, que consiste em blocos de poliestireno expandido que proporcionam isolamento térmico. Espumas especiais foram aplicadas nas paredes e no teto para dar conforto acústico e térmico. No processo de construção ainda foram utilizados tintas, vernizes e adesivos com pigmentos especiais que atuam no controle da temperatura e que também contribuem para um menor gasto de energia, reduzindo consideravelmente o uso de ar condicionado, por exemplo. A obra ainda recebeu pisos drenantes, fabricados com compostos especiais e que evitam o acúmulo de água na superfície. Também estão presentes na casa produtos especiais voltados para revestimento, impermeabilizantes e antiderrapantes.

Obra24Horas: Qual foi a prioridade da construção em nosso País?

Michel Mertens: O objetivo foi construir uma casa que se integrasse a paisagem da cidade, por isso foi escolhido um terreno em um dos bairros da cidade ao invés de se construir numa unidade fabril. É uma forma de mostrar que é uma casa factível com o mercado, onde qualquer pessoa pode morar. Gostamos de falar que a CasaE é uma casa viva. Pronta para mostrar sempre as últimas novidades e lançamentos da empresa.

Obra24Horas: A unidade brasileira recebeu 35 tipos de árvores nativas locais. Quais foram os critérios utilizados para essa escolha?

Michel Mertens: O paisagismo da CasaE foi planejado após pesquisas sobre a vegetação original da capital paulista. No espaço, que no passado era a margem de um riacho, o Cupecê (hoje canalizado embaixo da Avenida Prof. Vicente Rao), foi recriado um trecho de Mata Atlântica nativa de São Paulo, com espécies quase extintas na metrópole, como o Cambuci (Campomanesia phaea) e a Copaíba (Copaifera langsdorffii).

Obra24Horas: Qualquer pessoa pode conhecer a CasaE?

Michel Mertens: Sim. Qualquer pessoa interessada poderá agenda sua visita no endereço
www.casae.basf.br . As visitas, que têm previsão para começarem no mês de agosto, serão gratuitas e monitoradas. A expectativa é que 5 mil pessoas, entre estudantes de todas as idades e profissionais, conheçam o projeto num prazo de 12 meses.

 

 

Entrevista para a jornalista Érica Nacarato, redatora do Portal Obra24horas.

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