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Qual é afinal o principal fator de segurança do condomínio? O porteiro, o zelador ou o síndico? Ou seria o aparato eletrônico de última geração com sofisticados circuitos de TV e câmeras de gravação em pontos estratégicos do empreendimento? Sabemos que os recursos humanos e tecnológicos são importantíssimos. Os moradores precisam de tranquilidade. Pagam para isso e merecem proteção.

Há apenas uma questão a levantar. O dono do imóvel pode se omitir totalmente da questão da proteção do seu patrimônio? Se o fizer, poderá colocar tudo a perder. Ele não pode ser um fator aleatório, uma parte fora do todo. Síndico e funcionários, além dos equipamentos eletrônicos, contribuem para a segurança condominial. Mas o proprietário é a base, a primeira e última palavra na segurança de seu imóvel. 

Estamos aludindo ao morador que se fecha na unidade autônoma achando que “não é com ele”, já que paga para ser protegido. Esse morador omisso precisa, ao contrário, atuar nas reuniões e assembleias do condomínio, ter um olho aberto para seus pares, para o corpo de funcionários do prédio e para tudo mais. Precisa observar quem chega e quem sai. Assim estará agindo em seu próprio interesse e terá condição de ajudar nas decisões. Ajudará nas contratações, nas
aquisições e nas despesas.

Não é difícil saber se um funcionário é bom ou mau ou se os demais moradores ajudam ou atrapalham. Basta observar. Esse condômino pode e deve levantar questões ou apresentar suas ideias sobre segurança, sempre que puder. Ele não precisa ser alguém de fisionomia carrancuda e à espera do pior. Deve apenas se imbuir de que, em última análise, ele é a peça central que poderá evitar danos ao seu próprio patrimônio. Para isso, deve estar sempre de olho aberto. É o olho do dono. 

(*) Hubert Gebara é vice-presidente de Administração Imobiliária e Condomínios do Secovi-SP e diretor do Grupo Hubert.

Artigo escrito por Hubert Gebara

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