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Construtech Ventures e Vertical Construtech aproximam empresas tradicionais e startups para solucionar demandas

 

Em Santa Catarina, duas iniciativas recém-lançadas para aproximar startups e grandes empresas devem colaborar para a inovação na construção civil e no mercado imobiliário: a criação de uma vertical de negócios e de um fundo de venture capital (capital de risco) para o setor.  

A Vertical Construtech foi criada pela Associação Catarinense de Tecnologia (Acate). Por meio da união de startups com empresas consolidadas, não somente na área de insumos da construção, mas também de qualquer outra que tenha interesse de mercado, a vertical irá agir com o objetivo de criar inovação, aumentar os resultados e gerar mais negócios. Na reunião de lançamento, no início de fevereiro, foram apresentadas as demandas que estão motivando o investimento em tecnologias para o setor.

Segundo o vice-presidente de mercado da Acate, Silvio Kotujansky, a criação de verticais pode acelerar o crescimento da economia catarinense. “São variedades de empresas que se ajudam muito. Com isso, conseguimos organizar toda uma cadeia produtiva e atender às grandes demandas”, diz.

Entre as startups integrantes da Vertical Construtech está a Conaz, que participou em 2016 do Startup SC, programa de capacitação de negócios inovadores desenvolvido pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) de Santa Catarina em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável (SDS).

Todas as verticais da associação têm uma empresa âncora, que já tem uma liderança de mercado para guiar o grupo. “Na Vertical Construtech quem tomou essa iniciativa foi a Softplan”, diz Kotujansky. A empresa desenvolve softwares voltados para gestão de construtoras com foco na área de obras, justiça e governo há 28 anos.

Investimento

Investimento

Por meio do fundo de venture capital Construtech Ventures, empreendedores do setor de construção e imobiliário com alto potencial de crescimento receberão suporte para a criação de startups partindo do zero. De acordo com as necessidades da empresa, esse suporte pode envolver investimento, apoio da força de vendas, conhecimento de negócio e até mesmo infraestrutura.

A iniciativa surgiu com o desafio de inovar um dos segmentos da economia mais carentes em tecnologia no mundo todo. “Com a Construtech Ventures, pretendemos propor mais inovação para a indústria de materiais, obras e até o setor imobiliário”, diz o diretor executivo do fundo, Bruno Loreto.

A iniciativa já tem seis startups no portfólio e pretende expandir esse número para 20 até 2020. As empresas que compõem a carteira até agora são ZeroDistrato, Vendo Meu Terreno, Urbank, Cote Aqui, Bider e Build In.

A ZeroDistrato é um exemplo de empresa desenvolvida pela Softplan em parceria com a Alphaville Urbanismo. A startup usa inteligência artificial para conseguir prever o risco de cancelamento de contratos em incorporadoras. “Foi lançado um programa de inovação aberta para Alphaville e a Softplan foi selecionada para desenvolver um projeto. Assim surgiu a Zero Distrato”, explica Loreto.

Segundo a assessoria da Softplan, o fundo total de investimentos para este ano é de R$ 9,8 milhões na modalidade venture builder (inovações para grandes empresas) e de R$ 9,5 milhões em startups. A meta deste ano é investir em nove empresas em estágio inicial com faturamento mensal mínimo de R$ 50 mil e em três que já estejam em processo de escalação.

O fundo abrange não somente investimentos nas chamadas construtechs, mas também em proptechs, termo mais amplo que envolve empreendimentos voltados para mercado imobiliário, construção civil e cidades inteligentes. Qualquer empresa pode apresentar um plano de negócios, desde que seja viável e esteja voltado para as áreas mencionadas.

 

Fonte: DCI

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