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O planejamento urbano, além de fomentar investimentos em infraestrutura em geral, como saneamento básico, equipamentos públicos, áreas verdes, paisagismo, comércio e serviços, contribui para uma melhor manutenção do local e valorização dos imóveis. Áreas com bairros planejados podem valorizar mais de 50% em relação à média da região nas quais estão inseridas. Trata-se, portanto, de investimento resiliente até mesmo às crises econômicas, que podem derrubar o preço de imóveis.

"O planejamento urbano contempla muitos fatores que agregam valor ao imóvel, como as normas de uso e ocupação do solo que irão regrar o desenvolvimento do empreendimento e as condições de manutenção e perpetuação das suas características urbanísticas, destaca Luiz Augusto Pereira de Almeida, diretor de Marketing da empresa de planejamento urbano Sobloco. "Questões como localização também têm peso, mas quando se agregam elementos de planejamento de longo prazo, são estabelecidos significativos diferenciais".

Isso fica evidente ao se comparar os preços por metro quadrado nos municípios paulistas de São Caetano do Sul, na Região Metropolitana; São Carlos, no Interior; e Bertioga, no Litoral Norte. Os valores constam do Guia de Imóveis 2018, da Revista Exame.

De acordo com a publicação, alguns bairros na região central da cidade, tem o metro quadrado entre R$ 5 mil e R$ 6 mil; o Espaço Cerâmica, onde a Sobloco realiza projetos de planejamento urbano, o valor do metro quadrado gira em torno de R$ 6 mil a R$ 6,8 mil. Uma valorização de até 15%.

Ainda segundo o Guia de Imóveis, em São Carlos, a valorização dos bairros planejados pode ser de até 16%. Para se ter uma ideia, muitos bairros de classe média alta possuem metro quadro no valor de R$ 4,0 mil a R$ 4,8 mil. O metro quadrado do bairro Parque Faber Castell, planejado pela Sobloco, vale de R$ 4,8 mil a R$ 5,6 mil.

Em Bertioga, o diferencial é ainda mais acentuado. Enquanto alguns bairros possuem o metro quadro entre R$ 7 mil a R$ 11 mil; na Riviera de São Lourenço o preço é de R$ 11 mil a R$ 12 mil. Uma valorização de até 57%.

A valorização dos bairros planejados também se reflete diretamente na arrecadação dos municípios, contribuindo para a geração de renda e empregos. Para se ter uma ideia, a Riviera de São Lourenço emprega diretamente mais de 4,5 mil pessoas e é responsável por 50% da receita do IPTU em Bertioga.

"É importante destacar que quanto mais amplo for o planejamento urbano, maior é a conservação e valorização do local. Em Bertioga, por exemplo, alguns serviços na Riviera, são realizados pela Associação dos Amigos da Riviera, como a coleta, tratamento e distribuição de água; a coleta e tratamento de esgoto; coleta de lixo reciclável; manutenção das ruas, praças, avenidas e praia; ou mesmo, a certificação do sistema de gestão ambiental da Riviera pela norma internacional ISO 14.001", explica Luiz Augusto. "Por conta disso, existe essa variação no valor do metro quadro, que está diretamente ligada a questões de complexidade e extensão da infraestrutura e dos serviços urbanos oferecidos".

 
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