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Ociosidade na construção soma 40%


Uma pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) apontou que, em média, a indústria da construção civil acumula ociosidade na casa dos 40%. O nivel, ainda alto, se dá após o setor de eliminado 281 mil postos de trabalho ao longo do ano passado.

Segundo a Sondagem Indústria da Construção o nível de Utilização da Capacidade de Operação (UCO) do setor subiu para 60% em janeiro e ficou dois pontos acima dos 58% registrados em dezembro do ano passado.

Os indicadores da atividade e do emprego na construção também tiveram melhora em janeiro, segundo o levantamento da CNI, chegando, respectivamente, a 45,6 e 43,9 pontos no mês, altas de 0,7 e de 0,9 ponto ante dezembro.

Apesar de seguir abaixo da linha divisória os 50 pontos, o que indica retração, na comparação com janeiro de 2017, os indicadores cresceram, respectivamente, 6,3 e 5,5 pontos, apresentando um menor ritmo de queda no primeiro mês de 2018. "Há sinais de melhora no setor. Mas a recuperação da crise depende da consolidação do crescimento econômico e do emprego", avalia a economista da CNI, Flávia Ferraz.

Por outro lado, os indicadores de expectativa do nível de atividade e de novos empreendimentos e serviços caíram 0,8 e 1,9 pontos, respectivamente, atingindo 55,4 e 53,8 pontos. Já os índices de compras de insumos e matérias-primas e do número de empregados recuaram 0,5 e 0,7 pontos, respectivamente, (54,5 e 53,3 pontos.)

A entidade ressalta que o fraco desempenho da construção e a ociosidade ainda elevada contribuem para um cenário de empresários ainda pouco dispostos a investir. Nesta edição da Sondagem, o índice de intenção de investimentos não sofreu mudança, ficando no mesmo patamar registrado no estudo anterior, de apenas 32,1 pontos – o indicador varia de zero a cem pontos e quanto maior o índice, maior é intenção de investimentos dos empresários do setor.

Emprego
Segundo números da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) a construção cortou 281 mil postos de trabalho no período de um ano. O total de ocupados na atividade encolheu 4,0% no trimestre até janeiro de 2018 ante o mesmo período de 2017, em um movimento que ainda reflete o período recessivo do País.

Fonte: DCI

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