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Depois da inauguração da primeira Zôdio, loja de itens de decoração, o grupo francês Adeo, dono da Leroy Merlin, traz mais uma de suas marcas para o Brasil: a Obramax. A rede de material de construção, que possui 77 lojas na Itália, França, Espanha e Polônia, abre as portas nesta quarta-feira (24/1) na Avenida do Estado, na Mooca, zona Leste de São Paulo.

A Obramax adota o modelo de atacarejo, que registra grande crescimento nos últimos anos, principalmente no setor de supermercados. A unidade ocupa um terreno de 10 mil metros quadrados, divididos entre o pátio para estacionamento de veículos, a loja de mais de 5 mil metros quadrados e o drive-thru para o rápido carregamento dos materiais em carros e caminhões.

Com investimento de R$ 110 milhões, a rede planeja inaugurar mais uma unidade na baixa santista até começo do próximo ano. O plano de expansão prevê a abertura de 10 lojas e um investimento de cerca R$ 1 bilhão.

Para se diferenciar da concorrência, a Obramax se propõe a melhorar a experiência do cliente. “Hoje, a compra de material de construção é permeada por filas e muitos balcões: de venda, de caixa, de atendimento e de retirada”, afirma Michael Reins, CEO da Obramax no Brasil. A empresa quer tornar essa experiência mais simples e rápida, por meio do autoatendimento. 

Para entrar no mercado brasileiro, a Obramax teve que se adaptar. A mudança mais visível foi no nome. Em vez de Bricoma ou Bricomart, como é conhecida na Europa, a rede decidiu adotar um novo nome que tivesse mais apelo para o público brasileiro. Ou seja, além de atender a profissionais, como engenheiros, arquitetos, pedreiros e encanadores, a empresa tem que atingir também esses consumidores finais. Por isso, não haverá preço de mínimo de compra na loja.

Outra modificação está relacionada ao comportamento do consumidor. Diferente dos europeus, os brasileiros costumam fazer as compras de material de construção mesmo quando há um mestre de obras responsável pela reforma de um imóvel. Outra diferença significativa em relação ao mercado europeu são as lojas de bairro. Esse pequeno comércio está quase extinto no velho continente. Já no Brasil, eles formam parcela importante do público-alvo da empresa.

De acordo com Sebrae, o setor de material de construção é o terceiro maior segmento do varejo em número de empresas, somando quase 270 mil lojas.

Inicialmente, serão vendidos mais de 18 mil itens, todos para pronta-entrega. Esses produtos poderão ser adquiridos pela loja física (que também funciona como um de centro de distribuição), pelo e-commerce e pelo telefone.

Mercado

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De acordo com Associação Nacional do Comércio de Material de Construção (Anamaco), o varejo de material de construção encerrou o ano de 2017 com 6% de crescimento em relação a 2016 e um faturamento de R$ 114,5 bilhões. O resultado é similar ao de 2015, quando o setor teve faturamento de R$ 115 bilhões. Para este ano, a expectativa é de aumento de 8,5%. “O consumidor está mais confiante e os números mostram que há uma retomada de obras. Justamente por isso, estamos otimistas de que 2018 será um ano de crescimento e desenvolvimento para a nossa cadeia produtiva”, afirma em nota Cláudio Conz, presidente da Anamaco.

 

Fonte: NewTrade

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