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No construção pesada, o uso correto dos equipamento traz ganhos de até R,8 milhão, segundo Sinconpe-CE

Setor da construção pesada vem realizando seminários na Fiec - Foto: Divulgação

Manutenção adequada de equipamentos/máquinas pode elevar a produtividade em até 30% e trazer ganhos da ordem de R$ 1,8 milhão durante uma obra. Para enfrentar o período de desaquecimento do setor, o Sindicato da Indústria da Construção Pesada (Sinconpe-CE), com a Federação das Indústrias do Ceará (Fiec), vem realizando seminários com especialistas e constatou este dado.

Na noite de ontem, na sede da Fiec, o tema do seminário foi Técnicas Produtivas na Operação de Escavadeiras Hidráulicas CAT. “Estamos trazendo pessoas com expertise no assunto para disseminar a cultura da manutenção e produtividade”, diz o presidente do Sinconpe-CE, Dinalvo Diniz, ressaltando que é preciso ter conhecimento para extrair tudo que pode com maior eficiência.

Diniz afirma que o setor da construção pesada ainda não está dando sinais de recuperação. As perspectivas para 2018 também não são boas. “A curto prazo, em três anos, não vejo possibilidade de melhoria, porque o setor é baseado em obras públicas. E o governo perdeu a capacidade de investimentos”, comenta, citando que, neste ano, foram contingenciados R$ 169 milhões no Orçamento federal e o mesmo deve ocorrer no próximo ano.

Acrescenta que no Ceará a situação é um pouco melhor. “O Estado tem se diferenciado com o programa de construção e recuperação de rodovias Ceará de Ponta a Ponta”, afirma. Em virtude do atual momento do setor da construção pesada, com poucas obras, as entidades se unem na busca por alternativas e otimização das construções. As máquinas escavadeiras são um dos principais equipamentos das construções pesadas. Cada uma custa, em média, R$ 525 mil, investimento justificado pela alta produtividade, mas que pode ter seus resultados aumentados em até 30% com uma melhor operação do equipamento.

Levantamento do Sindicato Nacional da Indústria da Construção Pesada (Sinicon) mostra que a construção é o componente do Produto Interno Bruto (PIB) com a queda mais intensa em 2017. No 1º semestre, o PIB da construção caiu 6,6%, frente ao 1º semestre de 2016, puxando para baixo o resultado geral da indústria (-1,6%) e do PIB total, com variação zero.

 

Fonte: O Povo

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