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Após registrar resultado negativo em 2016 (-5%) e projetar novo decréscimo para 2017, na faixa de -2,5%, a indústria da construção deverá voltar a expandir seus negócios a partir do próximo ano. A previsão foi feita ontem pelo presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), José Carlos Martins, durante palestra na reunião-almoço do Sinduscon-RS, em Porto Alegre.
 
Martins atribuiu a perspectiva de melhoria à série de indicadores positivos observados na economia do País, incluindo a retomada, embora modesta, do nível de emprego e da confiança dos consumidores, juntamente com a queda da taxa de juros, que deverá chegar a 7,5% até o fim do ano.
 
"A maior atratividade da caderneta de poupança deslocará aplicações de outras áreas do mercado financeiro, disponibilizando mais recursos que serão canalizados para o financiamento imobiliário", projetou, ao acrescentar que há uma forte demanda reprimida por moradias.
 
Para o presidente da Cbic, também deverá ajudar na reativação do setor a implementação das Parcerias Público-Privadas (PPPs) e concessões. Martins também considerou da maior importância a aprovação da reforma trabalhista, pois estimulará o emprego formal, sendo seu impacto especialmente significativo no setor da construção que é altamente gerador de postos de trabalho.
 
 
Da Redação, original Jornal do Comércio.

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