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O Índice de Confiança do Empresário da Indústria da Construção de Minas Gerais (Iceicon-MG) cresceu 5,8 pontos entre julho (39,6 pontos) e agosto (45,4 pontos), após cinco meses de recuo. Apesar do avanço, o indicador ficou em nível inferior ao registrado em maio, antes da greve dos caminhoneiros (46,0 pontos), e acumula queda de 5,9 pontos em 2018. O índice apontou falta de confiança dos empresários mineiros da construção pelo quinto mês seguido, ao permanecer abaixo de 50 pontos. Já o Iceicon nacional voltou a ficar acima de 50 pontos alcançando, em agosto, 51,8 pontos enquanto, em julho, foi 48,9 pontos.

O Iceicon-MG é resultado da ponderação dos índices de condições atuais e de expectativas, que variam de 0 a 100 pontos. Valores abaixo de 50 pontos indicam percepção de situação pior e expectativa negativa para os próximos seis meses, respectivamente.

O índice de condições atuais, que mede a percepção dos empresários com relação à situação atual dos negócios, aumentou 4,1 pontos frente a julho (37,3 pontos), alcançando 41,4 pontos em agosto. O resultado foi 1,9 ponto superior ao de agosto de 2017 (39,5 pontos). Contudo, o indicador encontra-se abaixo de 50 pontos desde novembro de 2012 e acumula retração de 4,3 pontos em 2018.

O indicador de expectativas, que sinaliza as perspectivas dos empresários para os próximos seis meses, registrou crescimento de 6,7 pontos, saindo de 40,7 pontos em julho para 47,4 pontos em agosto. A elevação interrompeu cinco meses de recuo do índice que ainda sinaliza pessimismo dos construtores pelo quarto mês consecutivo, e acumula queda de 6,6 pontos em 2018.

Na avaliação do economista e coordenador do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG), Daniel Furletti, o índice ainda reflete o impacto da greve dos caminhoneiros e as incertezas diante das eleições. “O estudo evidencia as dificuldades do País para fortalecer os seus investimentos e consolidar seu crescimento. O setor sofre com a difícil situação fiscal do Brasil, que muito prejudica as obras de infraestrutura, e também com a falta de previsibilidade da economia, em virtude do ambiente de fortes incertezas. Falta previsibilidade e, com isso, falta à confiança necessária aos agentes produtivos para programar os seus investimentos”, avalia.

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