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Imobiliário: 41% dos imóveis vendidos em 2015 foram devolvidos às construtoras

O ano de 2015 foi um grande pesadelo para as incorporadoras e proprietários de imóveis novos de todo país, após bater o recorde histórico de devoluções, chegando a 41 devoluções para cada 100 imóveis vendidos no Brasil.

Os dados indicam que aproximadamente R$ 5 bilhões em imóveis estão de volta ao mercado imobiliário para uma nova comercialização. Tal ultrapassa em muito o índice aceitável do mercado, que historicamente está em torno de 10%, segundo o fundador da construtora Tecnisa, Meyer Nigri que também é vice-presidente da Abrainc, associação que engloba as 18 maiores empresas do setor.

Com a valorização constante dos imóveis que ocorreu nos últimos anos, o proprietário que não tivesse condições de continuar com os pagamentos normalmente conseguia repassá-lo, muitas vezes com bons lucros. Isso não acontece mais, já que a queda do valor dos preços acarreta prejuízos. 

Nesse mercado, a venda só se concretiza oficialmente na entrega das chaves, quando o comprador passa a negociar seu empréstimo com os bancos. Aí aparece mais uma das faces da crise econômica atual, a restrição ao crédito.

Muitos clientes viram sua renda despencar com a crise econômica, outros perderam seus empregos entre a compra do imóvel e a entrega das chaves, o que gera grandes dificuldades na concessão do crédito pelos bancos.

O distrato

Ao enfrentar essas dificuldades, muitos clientes partem para o que as incorporadoras chamam de "distrato", que nada mais é do que a devolução do imóvel. Nesses casos as empresas descontam taxas administrativas, de comercialização e taxas de corretagem, e propõem devolução de cerca de 20% do valor já pago pelos clientes.

Segundo o advogado especialista do setor imobiliário, Marcelo Tapai, o caminho da maioria dos distratos é a justiça. Prova disso é o crescimento desse tipo de ação em seu escritório, que passou de 43% das ações impetradas por ele em 2014, para 73% de ações de distrato no ano seguinte.

A justiça tem concedido a devolução para os clientes de percentuais que variam de 70% a 90%, causando pânico nas incorporadoras, que enfrentam a pior crise do setor.

Da Redação, original Blasting News.

 

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