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Fibra será substituída até o fim de 2018. Produção na mina será exportada

Fábrica de amianto da Eternit - Agência O Globo

RIO - A Eternit, maior fabricante de telhas e caixas d’água de amianto no Brasil, deixará de usar a fibra cancerígena até o fim de 2018, avisou o diretor de Relações com Investidores, Rodrigo Lopes da Luz, em fato relevante divulgado nesta terça-feira: “Há uma tendência no mercado, percebida nos últimos anos, de os consumidores deixarem de adquirir produtos que contenham amianto, especialmente na construção civil. A mudança na demanda tem levado a Eternit a substituir, progressivamente, o amianto crisotila por matérias-primas alternativas, como a fibra sintética”.

A Eternit avisou também que continuará a produzir fibras de amianto — a empresa é dona da Sama, mina que produz a fibra em Minaçu (GO) — mas a produção será “gradualmente direcionada para o mercado externo, atendendo clientes em outros países onde o produto é permitido, tais como Alemanha, Estados Unidos, Índia etc.”

Em agosto, o Supremo Tribunal Federal (STF) considerou inconstitucional a lei federal que permitia o uso do amianto, abrindo espaço para os estados proibirem o uso da fibra, que causa câncer e doenças pulmonares. O uso do amianto é proibido em Rio, São Paulo, Rondônia, Mato Grosso, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Pernambuco e Minas Gerais (a partir de 2022).

Segundo a empresa, foram investidos “R$ 25 milhões na adaptação dos equipamentos e do processo de produção”. A fábrica em Manaus já produz fibra sintética para todas as unidades.

 

Fonte: O Globo

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