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O mercado de trabalho formal do comércio varejista de tintas, vidros, ferragens, madeira e materiais de construção da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) apresentou recuo em julho, conforme estudo realizado pelo Sindicato do Comércio Varejista de Material de Construção, Maquinismos, Ferragens, Tintas, Louças e Vidros da Grande São Paulo (Sincomavi), a partir de dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED). Depois do resultado negativo obtido em junho, -490 postos, o segmento voltou a cortar em julho, - 286 vagas, ao contar com 1.937 admissões e 2.223 desligamentos. É o terceiro mês seguido que ocorre tal fenômeno na soma das atividades avaliadas. Já na comparação interanual houve agravamento do cenário, pois no sétimo mês de 2017 foram extintas 128 vagas.

Em julho, o saldo negativo geral foi puxado para pelo varejo de ferragens, madeira e materiais de construção (-280 vagas). No acumulado dos sete primeiros meses do ano o cenário se mostrou bastante parecido. Em doze meses, são -1.393 vagas no total, sendo que somente o varejo de ferragens, madeira e materiais de construção possuiu saldo negativo de 1.311 vínculos celetistas.

Para o economista Jaime Vasconcellos, é observado em 2018 um claro retrocesso do mercado de trabalho do varejo de materiais de construção, vidros e tintas da RMSP. “Quase 1,2 mil postos de trabalho foram perdidos apenas no trimestre finalizado em julho”, ressalta. As explicações são contínuas, porém com tamanho das responsabilidades alteradas. “Os impactos da greve dos caminhoneiros diminuíram, mas a frustração de famílias e dos empresários com o ritmo menos acelerado da econômica brasileira, desemprego alto, dólar elevado e do confuso ambiente político eleitoral, fortalecem as incertezas, baixando confiança e consequentemente investimentos e tomada de credito”. Em sua opinião, para o segundo semestre se observa continuidade deste cenário.



 

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