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O sistema drywall ainda é uma incógnita para a maioria dos brasileiros que desconhecem as vantagens, a praticidade e a economia deste tipo de estrutura de paredes

Projeto Dávila Arquitetura. Todo o sistema de tubulação do ar condicionado e dutos de eletricidade foram instalados no interior da parede de drywall antes de sua finalização, evitando o quebra-quebra. Uma manta de lã de vidro também foi colocada internamente na parede para isolar acusticamente os ambientes. Foto: Divulgação

O drywall (parede seca, em tradução livre), é um sistema construtivo limpo e leve que pode substituir a alvenaria convencional em várias situações. Com este método, não existe a necessidade do uso de argamassa, fazendo com que as paredes fiquem mais leves e o trabalho mais limpo, rápido e prático.

Segundo o arquiteto Ibsen Otoni Pereira, diretor técnico do escritório Dávila Arquitetura, este sistema consiste, basicamente, em construir paredes com estruturas metálicas leves que, depois, são vedadas com a utilização de chapas de gesso acartonadas. “O cartão aplicado às chapas de gesso ajuda, principalmente, a manter sua integridade durante o transporte e a instalação. Caso a parede que está sendo construída - ou instalada, no caso do drywall – faceie um ambiente úmido, chapas de gesso especiais estão à disposição. Como a parede é ‘oca’, pode ser preenchida com isolamentos acústicos e térmicos, quando necessários”, explica.

Um dos pontos mais vantajosos em relação ao drywall, é ser um sistema limpo, em comparação com a alvenaria tradicional. Não é necessário o uso de cimento ou argamassa, por exemplo. Além disso, ele permite a racionalidade do projeto, pois com sua estrutura vazada, é possível que todos os sistemas hidráulico, elétrico, de lógica e de condicionamento de ar possam ter suas tubulações embutidas. “Após a montagem da estrutura metálica da parede, todas as tubulações são instaladas e, enfim, a parede é vedada com as placas de gesso acartonado. Muito diferente da alvenaria tradicional, na qual você primeiro constrói a parede, depois quebra a mesma, abrindo rasgos por onde passarão as tubulações e, então, instalá-las e, por fim, rebocar a parede novamente, preenchendo o que foi destruído”, ressalta Ibsen.

Apesar de suas vantagens em relação à economia, tempo e limpeza o drywall, no entanto, ainda é desconhecido pela maioria dos brasileiros, como analisa a arquiteta e designer de interiores Carmen Calixto, que usualmente utiliza este sistema. “Como a mão de obra no Brasil ainda é relativamente barata, os métodos construtivos convencionais, como a alvenaria, ainda é o mais utilizado. Os brasileiros são muito resistentes à mudança e acabam achando que a alvenaria é melhor em termos de acústica e custo, o que não é verdade. O preço do drywall pode ser maior a princípio, mas quando levarmos em consideração o tempo de execução e o valor da mão de obra, vemos que ele é bem mais vantajoso”, afirma.

Segundo Ibsen Otoni Pereira, o uso de alvenaria pelos brasileiros é uma questão cultural e é preciso que eles considerem o drywall sob um ponto de vista mais amplo como, por exemplo, a sustentabilidade, rapidez na obra, economia e, também, sua normatização junto à Norma de Desempenho das Edificações. “As vantagens do sistema ‘a seco’, aos poucos, vão acabar se impondo na arquitetura brasileira e, com isso, certamente o preço do drywall deve cair bastante. Outro ponto que favorece o crescimento da adoção deste sistema no Brasil é o advento da Norma de Desempenho das Edificações, cuja observação é obrigatória de alguns anos pra cá e, pelo fato de todo o sistema drywall ser totalmente normatizado, fica bem fácil atestar o cumprimento dos requisitos deste tipo de parede", relata.

Carmen Calixto ressalta ainda que usar o drywall é garantia de uma construção rápida e fácil e, em seus projetos, graças a este sistema, consegue maior agilidade e melhor acabamento. “Usamos em divisórias e também para compor detalhes ou isolar acusticamente. O drywall nos permite fazer efeitos interessantes de formas, inclusive com efeitos de iluminação. Gosto muito de usá-lo em obras de lojas e escritórios, onde a rapidez da execução é imprescindível”, atesta.

Para Ibsen Otoni Pereira, com o drywall, a arquitetura se torna mais livre: “O sistema permite que a arquitetura seja mais solta, com paredes mais delgadas e com detalhes plásticos que não se obteria com a alvenaria convencional. Um exemplo são os nichos em paredes, ou até mesmo uma estante completa. Enquanto na alvenaria convencional isto é muito difícil ou até inviável de fazer”, encerra.

Projeto da arquiteta Carmen Calixto, a parede de drywall permitiu a criação de nichos com iluminação embutida que dão destaque especial a composição. Foto: Henrique Queiroga

 

Fonte: Mão Dupla Comunicação/Assessoria de Imprensa

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