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Em baixa desde o segundo semestre do ano passado, a confiança da construção civil voltou a se tornar positiva. O Índice de Confiança da Construção (ICST) subiu 0,7 ponto em março, chegando a 82,1 pontos, conforme a Fundação Getulio Vargas. O avanço permitiu que o primeiro trimestre terminasse com alta de 2,9 pontos em comparação ao mesmo período do ano passado, que foi de 7,2 pontos.

Segundo a coordenadora de Projetos do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), Ana Maria Castelo, a observação "reforça as projeções de crescimento".

Porém, de acordo com a coordenadora, “os sinais positivos ainda estão restritos a poucas atividades, destacando-se principalmente o segmento de Edificações".

Destaque

 

Destaque

O aumento da confiança no setor no primeiro trimestre de 2017 está diretamente relacionado a melhores avaliações sobre a situação corrente e sobre as expectativas. Os contratos, por exemplo, avançaram de 1,4 ponto para 68,9 pontos. Mas a FGV destacou que esse indicador ainda está 30 pontos abaixo da média de 2013, último ano de crescimento do setor. O Índice da Situação Atual (ISA-CST) aumentou 0,9 ponto, atingindo 71,4 pontos.

Trata-se do maior nível desde julho de 2015. Em março, o Índice de Expectativas (IE-CST) teve alta de 0,5 ponto, atingindo 93,2 pontos, com destaque para a demanda nos três meses seguintes, que cresceu 1,4 ponto, na margem, para 92,1 pontos.

Desempenho

Já o Nível de Utilização da Capacidade (NUCI) seguiu recuando (-0,5 ponto) e chegou a 65%. Em relação aos NUCIs para Mão de Obra e de Máquinas e Equipamentos, as variações foram -0,7 e 1,1, respectivamente. Dados da FGV indicam que a alta da confiança no segmento de Edificações reflete a percepção favorável dos empresários do ramo Residencial.

O setor de Edificações Residenciais, nos primeiros três meses do ano, foi considerado o que mais contribuiu para o aumento da confiança.

Segundo a FGV, o desempenho da confiança de Edificações Residenciais indica que a situação do segmento continuou favorável no início de 2018.

Em 2017, também de acordo com dados da FGV, os resultados da Associação Brasileira de Incorporação Imobiliária (ABRAIC) indicam que houve aumento no número de lançamentos (29,7%) e nas vendas (15,3%) ante 2016, enquanto o volume de cancelamento de vendas apresentou diminuição.

"O cenário mais positivo para o ramo imobiliário residencial corrobora a percepção de que o crescimento será impulsionado pela habitação. Mas este desempenho continua concentrado no Programa Minha Casa Minha Vida, que é dependente dos recursos do FGTS e da Caixa Econômica Federal", apontou Ana Castelo.

 

Fonte: A Tarde

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