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O conjunto de edificações do Asilo Barão do Amparo, tombado pelo patrimônio histórico nacional, em Vassouras, no Vale do Café (RJ), está passando pela primeira etapa de obras de restauração desde a sua inauguração em 1853. A edificação de 1526,67 m2 já foi atingida por incêndio e estava em avançado estágio de degradação. Executada pela Concrejato Engenharia, essa primeira etapa emergencial tem como objetivo permitir um acesso mais seguro à edificação para viabilizar a elaboração dos projetos executivos de restauração e de adequação ao novo uso do espaço. O prédio, quando restaurado, abrigará um centro cultural, com auditório e cinema.

Os serviços envolvem a retirada cuidadosa dos forros para visualização do estado do madeiramento dos telhados, escoramento e reforço de estruturas de piso e telhado e escoramento metálico de paredes periféricas em adobe. Serão executadas três tipologias de escoramento metálico desenvolvidas de acordo com situações diferenciadas da edificação, como, por exemplo, grandes desníveis do terreno. A sua fixação vertical será através de tirantes e pranchas de madeira imunizada que formarão uma espécie de "sanduíche" ligando as faces internas e externas das paredes, prevenindo contra a movimentação das mesmas.

De acordo com a arquiteta responsável pela obra, Janaina Genaro, esta etapa é fundamental para dar continuidade ao projeto, que é acompanhado pelo instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, o Iphan. "O trabalho é minucioso e a integridade do imóvel tombado será preservada", destaca. Como parte do planejamento, as peças de madeira que estiverem em bom estado de conservação serão separadas e utilizadas para restauração de esquadrias de madeira nas próximas etapas de obra. Cerca de 20 profissionais da Concrejato estão envolvidos diretamente no projeto.

As obras fazem parte do programa de preservação e aproveitamento economicamente sustentável do patrimônio histórico do Instituto Vassouras Cultural, que adquiriu o imóvel. Segundo o presidente do Instituto, Ronaldo Cezar Coelho, o próximo passo é preparar um projeto de adaptação do prédio para suas novas funções. Criado para funcionar como hospital da Santa Casa no século XIX, o prédio funcionava como asilo quando foi interditado por representar risco de desmoronamento na década passada.

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