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A discussão a respeito da sensação de insegurança da população ao andar por ruas pouco ou nada iluminadas em todo o Brasil é antiga. A conclusão é que a escuridão aumenta sim a probabilidade de roubos. Prova disso é um levantamento do número de roubos em 12 avenidas e praças de São Paulo (escolhidas aleatoriamente) que receberam nova iluminação em 2003. Um mês depois de instaladas lâmpadas mais potentes, oito locais tiveram uma redução das ocorrências em comparação ao mês anterior. Há casos em que a queda chegou a 63% segundo a Secretaria de Estado da Segurança Pública. O Centro de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo (USP) corrobora que há horários de maior incidência de crime por conta da deficiência em iluminação.

Uma pesquisa com o mesmo escopo também foi liderada na Inglaterra, quando foi comprovado em 1974, durante a crise do petróleo, que com a iluminação pública reduzida em 50% em algumas áreas urbanas, as estatísticas apontavam para aumento de 100% nos indicadores de furtos e de 50% nos índices de criminalidade.

Não à toa, desde 1988, a Constituição Brasileira define a iluminação pública como serviço público de interesse local, sendo responsabilidade do município gerir ou delegar a terceiros a gestão desse sistema. Contudo, muitas vias brasileiras ainda não contam com sistema de iluminação ou enfrentam o problema de falta de qualidade das lâmpadas que se tornam ineficientes em pouco tempo e acabam não sendo substituídas pela administração pública.

A boa notícia é que, a partir de 14 de agosto, a certificação de luminárias, nacionais ou importadas, destinadas à iluminação pública viária com lâmpadas de descarga a alta pressão ou com tecnologia LED, passa a ser obrigatória, ou seja, a capacidade destas luminárias estando comprovada, a probabilidade é que as instalações se mantenham íntegras pelo tempo programado. Para realizar os testes e a certificação das Luminárias, com grande enfoque na tecnologia LED, foi escolhida a UL do Brasil (Underwriters Laboratories), primeiro Organismo de Certificação de Produtos (OCP) do país acreditado pela Coordenação Geral de Acreditação do INMETRO (CGCRE) para realizar o processo de certificação estabelecido na Portaria INMETRO 20:2017 para esta categoria de produtos.

"Estamos muito orgulhosos de participar ativamente neste avanço para o mercado brasileiro de iluminação", afirma Alexandre Kozik, gerente de vendas na UL do Brasil. "A partir da obrigatoriedade da certificação será possível prover ao mercado competição mais justa já que os produtos que serão instalados em nossas vias públicas deverão atender no mínimo os requisitos da certificação instituída, proporcionando por consequência os efetivos benefícios que esta tecnologia pode entregar".

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