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Integração tecnológica com desenvolvimento de ambientes ilustra o conceito de Internet das Coisas; até 2025, Brasil economizará US$ 27 bilhões com investimentos inteligentes

No futuro, celulares, tablets, sensores, casas e automóveis, estarão todos conectados numa mesma rede, respondendo de forma inteligente. Essa é a proposta da Internet das Coisas, uma realidade que pretende facilitar o dia a dia das pessoas nos grandes centros urbanos. De acordo com a previsão da IDC Brasil, até 2020 existirão cerca de 50 bilhões de itens conectados, movimentando mundialmente uma economia de U$ 13 bilhões.

Cidades como São Francisco, nos Estados Unidos, já desenvolveram um parquímetro autossuficiente, que oferece informações em tempo real aos moradores via mobile. Em Barcelona (Espanha), um dos lugares do mundo que mais investem em IoT, foi criado um Sistema Hídrico e de Irrigação controlado remotamente, para melhorar o gerenciamento de água e o seu desperdício. Já em Sichuan, na China, foi implementado um sistema de alerta inicial de terremotos.

No Brasil, 33 empresas do setor de construção civil se uniram em uma iniciativa inédita proposta pelo CTE/EnRedes: a criação da Rede Construção Digital. O objetivo da Rede é estudar o mercado, identificar as lacunas de desenvolvimento digital do setor e promover a cultura de inovação tecnológica e a digitalização. A Rede realiza encontros periódicos com seus membros e referências de renome para discutir temas pertinentes. No último mês, um workshop sobre IoT focou em iniciativas governamentais, desenvolvimento desta tecnologia no Brasil e cases de aplicação pelas empresas participantes da própria Rede, como Saint-Gobain, ThyssenKrupp, Schnieder e DEV Tecnologia.

"O nosso país está ficando para trás quando falamos em tecnologia da Internet das Coisas. E precisamos fazer investimentos nos próximos anos para alcançar os outros países. Caso contrário, não teremos condições de competir globalmente" comenta Roberto de Souza, presidente do CTE e idealizador da Rede Construção Digital.

Para desenvolvimento da economia brasileira, em outubro do ano passado, o BNDES, em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e CPqD lançou um plano nacional de IoT, com políticas públicas entre 2018 e 2022. O estudo mapeou os principais segmentos que terão prioridade de recursos como saúde, agricultura, indústria e cidades.

De acordo com o relatório, o Brasil ganhará um potencial econômico de cerca de US$ 27 bilhões, com uma economia nos processos de racionalização em gestão pública, transporte, monitoramento de tráfego, segurança e eficiência energética até 2025. Mundialmente, a economia será em torno de US$ 1,6 trilhão.

Até 2050, as grandes metrópoles serão verticais, com pouco espaço e prédios mais altos, e 70% da população viverá nas cidades. A ThyssenKrupp está investindo em IoT, por meio de sistemas inteligentes que conseguem prever situações que tirem seus elevadores de operação. A frota de elevadores da empresa no mundo conta com 14 milhões, movimentando 1 bilhão de pessoas.

"Tem muita obra acontecendo e a construção civil não pode ficar de fora dessa revolução que é a Internet das Coisas. Todo dia é construído um espaço do tamanho de Manhattan em algum lugar do globo. Temos que interagir com o ambiente para mapear riscos e conseguir levar o desenvolvimento em cada um dos prédios novos" explica Eduardo Caram, gerente corporativo da ThyssenKrupp.

O AutoDoc, empresa desenvolvedora de softwares e aplicativos para o mercado da construção, atualmente está investindo em um sistema inteligente de catracas de acesso integrado a banco de dados nas nuvens, que controlará informações como documentação fiscal e legal das pessoas. "No canteiro de obras, 90% das pessoas que frequentam o local são de empresas terceirizadas e atualmente não é feita a verificação de informações básicas como essas. Com um sistema digital será mais fácil ter controle de quem entra e sai, garantindo assim a segurança e integridade dos canteiros " finaliza Ana Cecília Ribeiro fundadora da AutoDoc.

 

Fonte: Misasi Relações Públicas


 

 

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