BTG Pactual vai lançar fundo bilionário para setor de infraestrutura
O BTG Pactual pretende lançar um fundo de private equity de "alguns bilhões" de reais para investir em infraestrutura. Entre os setores alvo do fundo estão logística, aeroportos, portos e estradas, segundo o CEO do banco, André Esteves.
A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) aprovou um fundo do BTG de R$ 3 bilhões. Esta deve ser a parte que será captada no Brasil, segundo os executivos do banco, que não deram mais detalhes da carteira.
Esteves disse que o BTG já administra um fundo de R$ 1 bilhão, o Brasil Energia, que investiu no setor e agora está em fase de desinvestimento. "Nosso gargalo de infraestrutura é tudo, menos energia. Não estamos com ameaça de apagão, mesmo com crescimento da economia. Vamos canalizar agora recursos para aeroportos, portos, estradas, logística", disse.
Celfin
O BTG Pactual confirmou, em fato relevante enviado à CVM, que assinou os documentos definitivos referentes à fusão de seus negócios com a Celfin Capital, concluindo as negociações iniciadas em agosto de 2011. A fusão com a corretora e gestora chilena vai permitir a consolidação das operações do BTG Pactual na América Latina, disse o CEO do banco, Andre Esteves. Segundo ele, a fusão cria uma potência regional, capaz de competir com bancos globais no mercado de capitais da região. O BTG Pactual está pagando US$ 245 milhões em dinheiro e mais 2,4% em ações do BTG para os acionistas da corretora chilena.
Para Esteves, o diferencial nessa competição é que, por ter presença consolidada na região, instituições como o BTG e a Celfin conseguem atender melhor o cliente, por já conhecê-lo. "O sistema financeiro mundial passa por mudanças", disse ele. São executivos com a cultura da América Latina e que conhecem o mercado da região, destaca o executivo.
O banco brasileiro passa a ter presença no Chile, Peru e Colômbia, principais mercados que a Celfin opera. "Estamos assinando hoje, mas ainda requer aprovação dos reguladores", disse Esteves há pouco em entrevista à imprensa.
"Há uma integração crescente entre as economias da América Latina", destaca Pérsio Arida, sócio do BTG. O economista destaca que o mercado de capitais vem se desenvolvendo em países como a Colômbia, seguindo o que já aconteceu no Brasil. Para ele, Colômbia, Peru e Chile são os países mais atraentes. A marca Celfin continua existindo, segundo Esteves. No médio prazo, est nome pode ser mudado.
Com a concretização do negócio, o BTG passa a ter R$ 129 bilhões em ativos na área de Asset Management, e R$ 49 bilhões em Wealth Management (gestão de fortunas).