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São Paulo tem raros espaços com ares tranquilos típicos do interior. Um deles é o Alto da Lapa, uma das regiões mais tradicionais da cidade, com praças e ruas tranquilas e cheias de árvores. Lá, o verde é privilegiado desde os anos 1920, quando o arquiteto inglês Barry Parker o projetou para ser um “bairro jardim”. Nos últimos anos, porém, o local se modernizou e se tornou exemplo de experiência urbana bem-sucedida.

A moradia acompanhou esse movimento e tem passado por mudanças positivas. A principal delas é o aumento de propostas de arquitetura autoral, que levam o entorno em conta e priorizam a qualidade de vida. Exemplo disso é o Nido, novo empreendimento da Idea!Zarvos. Trata-se do quarto prédio da incorporadora na região, depois do aclamado 360°, de Isay Weinfeld, e Árbol e Flora, dos escritórios Carvalho Araújo e Gui Mattos, respectivamente.

Com apartamentos de 92 a 143 metros quadrados, com duas ou três suítes, o Nido entrega plantas com muitas janelas, o que garante iluminação e ventilação naturais. “Procuramos otimizar os espaços de uso, sem perdas de áreas em corredores ou cantos inúteis”, destaca Francisco Fanucci, um dos arquitetos responsáveis pelo edifício, ao lado de Marcelo Ferraz e Gabriel Mendonça, do premiado escritório Brasil Arquitetura.

As plantas das unidades têm diferentes possibilidades de variações. “Foram desenhadas como se deve projetar uma casa, com amplas aberturas para contato visual com o exterior nas áreas de convivência e privacidade em seus espaços íntimos”, diz Fanucci. Também chama a atenção a forma exclusiva como é feito o acesso às unidades: por meio de passarelas.

Valorização do bairro

Assim como os demais projetos da incorporadora, o Nido se insere de forma respeitosa e discreta na volumetria do Alto da Lapa, aproveitando a topografia natural do terreno. “Não há a agressividade de grades, cercas elétricas ou concertinas cortantes para ‘defender’ o edifício. No lugar deles, tem jardins e desníveis que garantem a segurança”, argumenta o arquiteto.

Outro destaque é que o projeto contempla uma fachada ativa, ou seja, uma área comercial na altura da calçada da rua. Para os profissionais do escritório Brasil Arquitetura, isso permite um diálogo entre o empreendimento e a cidade, contribuindo para o desenvolvimento do bairro.

Fonte: Veja São Paulo

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