MATÉRIAS

O que é o tecnocimento, uma alternativa ao cimento queimado

Há uma nova tecnologia muito inovadora no mercado e ela foi desenvolvida aqui mesmo, no Brasil: é o revestimento decorativo cimentício ou tecnocimento. Podem-se ver, cada vez mais, bons exemplos de seu emprego na construção. Diferente do acabamento polimérico – uma versão popularmente conhecida como ‘cimento queimado’ – esse revestimento tem a mais simples e econômica aplicação, ideal para reformas arquitetônicas. Não é a toa que seu conceito foi tão bem aceito em países da Europa e nos Estados Unidos.

(imagem extraída de Casa com S)

 

 

Há múltiplas funcionalidades para o tecnocimento. Ele pode ser aplicado em pisos, paredes e tetos, em áreas internas e externas, mesmo que sobre superfícies já existentes, como cerâmica. A variedade de cores disponíveis é grande e o acabamento é feito com uma resina impermeabilizante nas versões semifosco, acetinado ou brilhante. É a transformação de um simples cimento em algo verdadeiramente arrojado, de alto padrão estético. E o mais interessante é que, de algum modo, os aspectos visuais mais interessantes da matéria-prima ainda são preservados.

(imagens extraídas de Click Interiores)

(imagens extraídas de Na Casa da Pati e Reforma Fácil)

Todo o processo é bem diferente do que ocorre com o conhecido ‘cimento queimado’. Na verdade, o tecnocimento tem apenas a base de cimento. Ele também é composto de pó de limestone, pó de mármore e de quartzo. Sua aplicação deve ser feita como uma massa corrida, com o uso de uma desempenadeira de aço. Indica-se que o manuseio desse material seja realizado apenas por pintores, aplicadores de massa ou de textura, gesseiros e pedreiros. Isso porque é necessário um olhar mais atento e experiente aos detalhes, para que o serviço prestado resulte em total qualidade.

(imagem extraída de Na Casa da Pati)

Algo que agrada muito os clientes, quanto ao resultado final do tecnocimento, é que o material proporciona um efeito visual de amplitude e leveza aos ambientes. A alta tecnologia dessa composição resulta em um acabamento de baixa espessura, sem juntas e trincas. Esse é o resultado de sua boa trabalhabilidade – resistente às mudanças de temperatura, à abrasão e à mecânica. O tecnocimento também é muito durável, tem secagem rápida e é de fácil manutenção e limpeza.

(imagens extraídas de Na Casa da Pati e Click Interiores)

Infelizmente, pode-se encontrar relatos na internet de pessoas contando sobre problemas enfrentados pela má execução na aplicação do material. Não é incomum aparecerem problemas, já que o processo é quase todo artesanal. Podem surgir, por exemplo, manchas e escurecimentos, devido à possíveis infiltrações ou umidades; desgaste no verniz de proteção, principalmente por causa do contato com produtos agressivos de limpeza; e mais. Se a qualidade do produto ou da mão-de-obra for mesmo muito ruim, é certo, o revestimento tenderá a esfarelar, rachar, formar bolhas e ondulações.

Na foto, logo abaixo, pode-se ver claramente um exemplo de patologia sofrida pelo tecnocimento, quando não executado adequadamente.

 

Da Redação, original Blog da Engenharia.

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