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Aurélio Luiz de Oliveira Júnior: As boas notícias da construção

Nos últimos dias, temos visto uma série de boas notícias relacionadas à construção civil, o que é um alento nesses tempos turbulentos, pois o setor é uma espécie de termômetro da economia brasileira. A mais recente dá conta que o mercado imobiliário nacional registrou alta nas vendas do 1º semestre. Foram 32.465 unidades vendidas, o que representa aumento de 17,8% frente o mesmo semestre do ano passado.
 
Além disso, há registro de recuo dos distratos e crescimento nas vendas líquidas ao longo do ano, de acordo com pesquisa realizada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), em parceria com a Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc). 
 
Outra informação relevante é que o Banco do Brasil dispõe de recursos para oferecer crédito imobiliário em todas as linhas, inclusive no Pró-Cotista. A taxa de juros para esses financiamentos, anteriormente de 11,29% ao ano, caiu para 9,74%, e para 9% no Pró-Cotista (modalidade de financiamento imobiliário residencial, voltada exclusivamente para trabalhador titular de conta vinculada do FGTS).
 
Vale lembrar que, em relação à queda dos juros, as projeções para a taxa básica vêm caindo tanto para 2017 quanto para o ano que vem. O boletim Focus de junho, apresentado pelo Banco Central, previa taxa Selic de 8,5% para os dois anos. O relatório de 14 de julho, no entanto, apontou expectativa de queda, com 8% de Selic.
 
Antes do BB, o Santander havia saído à frente dos concorrentes anunciando redução de juros para créditos imobiliários. A decisão veio a reboque de uma jogada de marketing (bem feita, por sinal), que autoclassifica a “posição de pioneirismo” da instituição no mercado de crédito. “Mais do que acompanhar, o Santander quer ser protagonista na retomada do mercado imobiliário no Brasil”, diz o informe do banco.
 
A nova taxa praticada pelo Santander é de 9,49% ao ano pelo Sistema Financeiro da Habitação, válido para imóveis usados com valores de R$ 90 mil a R$ 950 mil, em Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e no Distrito Federal, e de 9,99% ao ano para Carteira Hipotecária (CH), que vale para imóveis acima de R$ 950 mil, nas mesmas regiões.
 
Mais um dado importante na atual conjuntura econômica é que aumentou o número de financiamentos imobiliários com caderneta de poupança. O montante de financiamento imobiliário com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) atingiu R$ 3,8 bilhões em junho. Se comparado a maio, o valor é 6,5% maior. Os dados foram divulgados pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). Na soma dos primeiros seis meses, foram financiados R$ 20,6 bilhões. No acumulado de 12 meses, finalizado em junho de 2017, foram aplicados R$ 44 bilhões na aquisição e construção de imóveis a partir dos recursos da poupança do SBPE.
 
Ou seja, somadas, as informações engrossam o sentimento de otimismo do setor. Há motivos de sobra para acreditar que a economia está voltando aos eixos, as boas notícias da construção civil são provas disso.
 
Redação Original Folha da Região 

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