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Driblando a escassez da mão de obra na construção civil
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| Luciana Castro de Morais |
A escassez da mão de obra na construção civil faz com que empresas do setor apostem na valorização dos colaboradores para não perder profissionais para a concorrência, tendo como principal objetivo envolvê-los nos processos para que se sintam parte integrante da organização.
Prova disso é a Construtora Carrara que investe no aperfeiçoamento individual, integrando os colaboradores à empresa e criando um ambiente agradável. “Buscamos envolver todos os colaboradores nas ações promovidas pela construtora. Para isso, desenvolvemos constantemente ações de comunicação interna. Também investimos em formação profissional para que possam ter a oportunidade de ganhar promoções de cargos e ainda melhorar o desempenho profissional de cada um”, defende a diretora comercial/administrativa da empresa, Luciana Castro de Morais.
Confira a entrevista realizada com Luciana.
Obra24Horas: Podemos dizer que há uma escassez de mão de obra na construção civil? Se sim, por quê?
Luciana de Morais: Sim, por ser uma atividade que exige mais esforço físico, as pessoas acabam procurando trabalho em outros setores da economia. Há pouca qualificação da mão de obra e falta visão dos profissionais para o desenvolvimento de carreira.
Obra24Horas: O mercado imobiliário brasileiro vem tendo um grande crescimento, porque a qualificação da mão de obra não seguiu essa evolução?
Luciana de Morais: Porque em sua maioria os profissionais não são formados e/ou qualificados. Na verdade, transitam em vários setores da indústria e possuem pouca visão de crescimento. Por isso, acabam não se especializando e, dedicando-se ao crescimento na área, ainda que a empresa incentive e proporcione tal movimento.
Obra24Horas: Como, em sua opinião, é possível ter mais pessoas qualificadas no setor?
Luciana de Morais: Sindicatos, governo e construtoras devem elucidar as virtudes da profissão para as pessoas, inclusive aos jovens, para que tenham interesse e orgulho em vir a trabalhar na área. É necessário que enxerguem o setor como oportunidade de crescimento. Também acho importante que as entidades educacionais públicas promovam mais cursos de capacitação. E lógico, é preciso valorizar os colaboradores da empresa, incentivar o crescimento na profissão e a divulgar as ofertas de.
Obra24Horas: Quais são as ferramentas básicas para a retenção de funcionários que vocêsusam?
Luciana de Morais: Buscamos envolver todos os nossos colaboradores nas atividades promovidas pela construtora. Para isso, desenvolvemos constantemente ações de comunicação interna. Também investimos em formação profissional para que todos possam ter a oportunidade de ganhar promoções de cargos e ainda melhorar o desempenho profissional de cada um. Todos os colaboradores possuem liberdade de opinião e acesso às lideranças.
Obra24Horas: Vocês implantaram recentemente o Programa Construir. Do que se trata e quais os resultados que vocês vêm obtendo com ele?
Luciana de Morais: Esse programa é uma plataforma de relacionamento e comunicação direcionada aos colaboradores em todos os níveis hierárquicos da empresa. O objetivo é construir e contribuir para a excelência dos processos da organização, além da integração e capacitação dos colaboradores. A intenção é que as informações cheguem a todos da maneira mais clara possível, para que haja aumento da produtividade nas obras e que a ação proporcione o crescimento profissional por meio de recursos que possam capacitar os colaboradores e motivá-los a buscar crescimento contínuo no trabalho e na vida. Temos hoje uma equipe mais entrosada, participativa e satisfeita com empresa, garantindo um índice de retenção de funcionários maior.
Obra24Horas: Salário é ainda o principal fator que garante a mão de obra?
Luciana de Morais: Não. A valorização das pessoas e o ambiente de trabalho fazem a diferença para garantir uma equipe mais permanente e comprometida com o trabalho.
Obra24Horas: Você acredita que já está havendo um movimento do mercado como um todo, para a qualificação da mão de obra?
Luciana de Morais: Sim, mas ainda há muito que se fazer. Todo o setor precisa refletir e desenvolver políticas a fim de valorizar as funções e incentivar os jovens que estão entrando no mercado de trabalho para que vejam as oportunidades com outros olhos. Além disso, é preciso que haja mais cursos técnicos de capacitação para as funções mais simples até as de liderança. Assim como também é importante que as próprias construtoras ofereçam treinamentos e incentivos ao crescimento das pessoas.
Vale lembrar que o apagão de mão de obra não é só na construção civil, mas em vários setores da economia, inclusive no comércio.
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Entrevista para a jornalista Érica Nacarato, redatora do Portal Obra24horas.
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