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ENTREVISTAS

João de Deus Tavares Vieira é Administrador de Empresas (Unifei) e Diretor de Unidade de Negócios da Udinese.

A Udinese faz parte do Grupo ASSA ABLOY, a marca existe há 52 anos e é sinônimo de referência no setor de esquadrias. Investe continuamente em pesquisa e desenvolvimento de novos produtos, na ampliação e atualização tecnológica de seu parque industrial.  

O Diretor concedeu uma entrevista exclusiva para falar sobre as inovações no setor da Construção Civil.

Confira a entrevista:

Qual o papel da inovação na Construção Civil, na sua perspectiva?

João: A inovação tem um papel fundamental em tudo, não haveria progresso sem que houvesse inovação e no setor da construção civil não é diferente. Cada vez mais o setor demanda produtos com valores agregado, baixo custo e valor percebido.

Qual o melhor caminho para buscar inovação dentro das empresas?

João: Não existe um único caminho, cada empresa tem seu jeito particular de inovar, seja através consultorias de P&D, parcerias com universidades, equipe própria, etc. Qualquer que seja o caminho escolhido, necessariamente deve-se ouvir os consumidores. Sem isso, projetos de inovação poderão ser um fiasco.

Por que a inovação tem se tornado cada vez mais inerente ao sucesso de uma empresa?

João: Impossível uma empresa crescer hoje em dia sem que haja um processo constante de inovação de seus produtos e serviços. Anos atrás, dirigentes e empresários se sentiam meio que empurrados a inovar seus produtos por medo de ficar atrás dos concorrentes, mas as coisas mudaram. Hoje nossos consumidores geram uma demanda através dos hábitos que estão latentes no nosso cotidiano e naturalmente seremos de certa forma direcionados a ofertar produtos que tenha apelo de moda, um grande exemplo disso é a onda da conectividade através dos tablets, smartphones etc. Onde quase tudo que precisamos fazer tem sempre alguém pensando em um app para viabilizar nossa comodidade.

Como conciliar a necessidade de inovação com o mindset de uma indústria tão tradicional como a Construção Civil brasileira?

João: Existem muitos paradigmas nas indústrias tradicionais, especialmente quando pessoas que estão no comando não têm esse drive de inovação na veia. A primeira coisa que vem na cabeça são os altos investimentos, que muitas vezes não são economicamente viáveis. A melhor forma de mudar o modelo mental é montar um time com autonomia e totalmente focado neste objetivo.

 A discussão acerca do uso da tecnologia e da inovação dentro de um setor como a Construção tem se mostrado cada vez mais frequente. Mas é importante lembrar também que investir em tecnologia pode ter um custo alto. Como driblar isso?

João: O uso da tecnologia em todos os setores avança a passos largos e na construção civil não é diferente. A forma mais adequada é começar pequeno com outsourcing, ganhar escala e aprendizagem, depois explorar possibilidades de internar e produzir em massa altos volumes com custos baixos, assim como estudar a possibilidade de tropicalizar para adaptação das necessidades locais.

Sobre as startups e mais especificamente as construtechs: como é a relação delas com empresas da Construção Civil? Como o trabalho de uma deve complementar o da outra?

João: Nota-se a cada dia o surgimento de startups em diversos setores. Assim como no setor da construção civil, estas empresas de tecnologia no setor da construção estão mirando a gestão das obras, redução de desperdícios e melhores controles. No seguimento da Udinese, que fabrica componentes para esquadrias, até agora surgiram muito pouco, algumas delas voltadas para e-commerce. 

Na sua opinião, quais iniciativas mais têm se destacado no mercado quando se fala de inovação e tecnologia na Construção Civil?

João: Iniciativas que tendem a otimizar, integrar e agilizar toda a cadeia de valor do setor. Para as indústrias temos a “Indústria 4.0” e para as construções o “BIM”. Existem várias outras tecnologias surgindo numa velocidade muito grande, especialmente por conta dos Big Datas e IoT.

Entrevista concedida a jornalista Bruna Fernandes com exclusividade para o portal Obra 24 Horas.

 

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